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19/09/2012

EXPORTAÇÕES DO RIO GRANDE DO SUL TEM QUEDA DE 1,6% EM AGOSTO

As exportações do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,83 bilhão em agosto, o que representa uma retração de 1,6% ante o mesmo mês do ano passado. A queda foi puxada tanto pelos produtos primários (-2,2%) quanto pelos industriais (-0,8%). “O comércio exterior é afetado tanto por fatores internos, como a greve na Receita Federal e na Anvisa, quanto externos, em decorrência da desaceleração da demanda mundial”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, ao avaliar a balança comercial nesta terça-feira, destacando que os efeitos da estiagem também continuam impactando no resultado.
Com relação à indústria gaúcha, as vendas externas totalizaram US$ 1,38 bilhão. As principais quedas encontram-se nos segmentos de produtos químicos (-29,7%), couro e calçados (-28,8%) e máquinas e equipamentos (-24,1%). Já os crescimentos expressivos foram verificados em tabaco (46,3%), móveis (27,8%) e produtos de metal (26,7%). 
No que se refere aos destinos das exportações totais, a China manteve a primeira colocação em agosto, com um aumento de 8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os principais produtos importados pelo país asiático foram grãos e óleos de soja. Em seguida veio a Argentina, apesar de ter reduzido em 28% todos seus pedidos de produtos gaúchos, recebendo basicamente veículos automotores. Na terceira posição ficaram os Estados Unidos ao elevar em 9% suas compras, em que se destacaram os embarques de tabaco não manufaturado e armas de fogo.
Ainda em agosto, as importações totais subiram 3,2% e fecharam em US$ 1,47 bilhão. As compras mais significativas do Estado foram de combustíveis e lubrificantes (óleo bruto de petróleo), bens de consumo duráveis (veículos automotores) e bens de capital (veículos de carga e tratores). 
De janeiro a agosto, as exportações da indústria sofreram uma diminuição de 5,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Diante desse quadro, o Rio Grande do Sul encolheu sua participação em 0,2% nas vendas externas do País, no acumulado do ano. Entre os estados exportadores, obteve a quarta posição ao responder por 7,5% da pauta brasileira. A liderança ficou com São Paulo (23,9%), seguido por Minas Gerais (13,9%) e pelo Rio de Janeiro (12,1%). 


Importação de químicos passa US$ 4 bilhões


A importação de produtos químicos em agosto chegou a US$ 4,43 bilhões, número 28,2% superior ao de julho e maior nível deste ano. Na comparação com agosto de 2011, quando as importações atingiram recorde histórico de US$ 4,45 bilhões, o resultado do mês passado representou uma queda de apenas 0,4%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
O Relatório de Estatísticas de Comércio Exterior (Rece) da entidade mostra que as exportações do setor somaram US$ 1,36 bilhão em agosto, alta de 12,1% ante julho deste ano, mas queda de 9,9% em relação a agosto de 2011. Com isso, o déficit do segmento químico somou US$ 3,07 bilhões no mês anterior e atingiu US$ 17,30 bilhões no acumulado entre janeiro e agosto, alta de 3,2% em relação ao ano passado.


2012 
De janeiro a agosto deste ano as exportações das empresas especializadas apresentaram em sua pauta a predominância de produtos básicos, que responderam por 85% do valor exportado. No conjunto dos produtos industrializados, os bens manufaturados representaram 10% da pauta e os semimanufaturados, 5%. As exportações chegaram ao total de US$ 16,3 bilhões. 
Segundo a professora da ESPM, a comercialização de commodities via trade companies também é proveitosa, pois "em geral é difícil encontrar esse produto com preço diferenciado mas você tem a vantagem de arbitrar o preço ao longo do tempo no mercado. Se o preço não está muito favorável, a empresa especializada tem a capacidade de comprar o produto, estocar e vender por um preço melhor no futuro". 


Plano Brasil Maior 


Ontem, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Medida Provisória n. 563/12, convertida na Lei n. 12.715/12, que diminui, de 70% para 50% a percentagem das exportações na receita bruta para que uma empresa seja considerada 'preponderantemente exportadora' e possa adquirir insumos nacionais ou importados com suspensão de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). As medidas fazem parte do Plano Brasil Maior. 
Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel "com essa medida, o capital de giro das empresas é liberado do recolhimento de impostos, o que abre espaço para o exportador investir mais", disse. 


Mais diplomatas


O Brasil terá no ano que vem de aumentar seu quadro de diplomatas, disse o ministro de Relações Exteriores. O país tem hoje 228 repartições no exterior, das quais 140 são embaixadas, e o restante consulados e representações em órgãos internacionais.
Patriota não chegou a dimensionar as necessidades de reforço do quadro do Itamaraty, que teve pequena redução neste ano, mas segundo ele o ministério sente demanda por reforço, para atender à “ampliação da presença internacional brasileira.”

Fonte: Jornal do Comércio