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20/09/2012

ABIMEI CONFIRMA AUDIÊNCIA COM A CAMEX

Na pauta, o aumento da alíquota do Imposto de Importação para bens de capital.
O presidente da Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais), Ennio Crispino, será recebido em audiência no dia 20 de setembro (quinta-feira), pelo secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Emílio Garofalo Filho. Ele estará acompanhado do vice-presidente, Paulo Roberto Castelo Branco, e dos conselheiros Flávio Paiva e José Lacy de Freitas e Christopher Mendes. A audiência foi solicitada pelo presidente da ABIMEI após o anúncio da lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, no último dia 05 de setembro, composta de 100 produtos, que incluiu centros de usinagem, motores e geradores, pás-carregadeiras e escavadeiras hidráulicas usadas na indústria da construção.
“Não fomos consultados pelo Governo se as alegações dos setores que se sentem prejudicados são justas e coerentes. Bens de capital são meios de produção e o Brasil é um dos poucos países do mundo que tributam este tipo de maquinário. Elevar o Imposto de Importação de máquinas-ferramenta é um protecionismo injustificado, porque se trata de um fator fundamental para ajudar o país a ser mais competitivo mundialmente”, afirmou o presidente, na dia do anúncio da medida.
De acordo com Ennio Crispino, ´”dá para contar nos dedos de uma mão” quantas empresas fabricam centros de usinagem no Brasil, “por isto muitos completam o seu mix de produtos com máquinas importadas”. “A máquina importada vem para suprir a demanda interna que a indústria nacional não consegue atender em termos de quantidade, tecnologia e prazo, além de funcionar como um balizador de preços do mercado. Com o aumento da alíquota, quem vai pagar a conta é o próprio empresário”, diz Crispino.
A medida pega os importadores de bens de capital em um momento de baixa atividade, com redução de até 20% no volume de negócios entre o último trimestre de 2011 até agora: “Já vínhamos amargando um ritmo lento, próximo ao da crise de 2009. Agora, seremos ainda mais penalizados. E quem se prejudica é o industrial brasileiro, que terá que pagar mais caro para ter equipamentos com níveis de produtividade e eficiência capazes de aumentar a competitividade internacional dos seus produtos”.
Para o presidente da Abimei, antes de aumentar impostos, o Governo deveria promover as reformas tributária, fiscal e trabalhista, desonerando a pesada carga que incide sobre a indústria. “Este é o caminho para o crescimento sustentável da indústria. Barreiras protecionistas só servem para alterar artificialmente o câmbio, algo tão reclamado pelos fabricantes nacionais, criando um ambiente favorável ao aumento da inflação e uma cortina de fumaça sobre os verdadeiros problemas”, diz ele.

Fonte: Revista Fator