With Borders

No Borders

01/03/2012

GOVERNO NÃO FICARÁ ASSISTINDO PASSIVO À GUERRA CAMBIAL', DIZ MANTEGA AO FALAR DO AUMENTO DO IOF

A partir de hoje (1º), taxa incide também para empréstimos com prazo de até 3 anos.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, usou a guerra cambial como justificativa para o aumento nesta quinta-feira (1º) do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para empréstimos de brasileiros feitos lá fora. Até agora era taxados em 6% apenas empréstimos de até dois anos. A partir desta quinta-feira (1) a taxa incide também para empréstimos de prazo de pagamento de até três anos.

Governo estende IOF de 6% para empréstimos externos


O objetivo do governo com a medida é evitar capitalização de curto prazo e com isso a entrada de moeda estrangeira no país para especulação, e não para investimento.
- Notamos movimento de valorização do real nas últimas semanas caindo para quase R$1,70, e portanto em trajetória ruim para a economia brasileira. Estamos penalizando o crédito de curto prazo e o governo vai continuar tomando essas medidas. Vamos continuar comprando e vamos continuar tomando medidas para punir capital especulativo no Brasil.
O ministro Mantega explicou ainda que o real muito valorizado prejudica a indústria brasileira.
- Os produtos brasileiros ficam mais caros e os importados mais baratos, é uma guerra desleal, é a guerra cambial que nos prejudica. O governo não ficará assistindo passivo à guerra cambial.

A guerra cambial


A desvalorização do dólar nas economias mundiais é a principal causa da chamada “guerra cambial”, pois coloca em risco a competitividade dos países no comércio exterior. Desde a crise financeira de 2008, a moeda norte-americana tem influenciado de forma negativa o comércio exterior, já que com o dólar barato, os outros países têm perdido competitividade nas exportações (venda de produtos).
Para combater o dólar fraco e manter a balança comercial positiva, os países desvalorizam a sua moeda. Isso significa que, para se proteger da circulação excessiva de dólar no mercado, alguns países, que como a China, mantém a sua moeda, o yuan, ainda mais barata.
Além disso, em crise, os países europeus têm colocado dinheiro no mercado para salvar suas economias.
- Hoje há grande sobra de liquidez no mercado internacional porque os países avançados estão emitindo crédito, com política monetária expansiva: reduzindo juros e dando empréstimos. O mercado financeiro aplica esses recursos e parte vai para países emergentes mais sólidos que apresentam oportunidades de rendimentos [como o Brasil.


Porque o câmbio preocupa o governo?


Com o real valorizado, e, portanto, o dólar barato, os produtos brasileiros perdem a competitividade no mercado internacional. Isso é ruim tanto a curto prazo, com queda de empregos na indústria exportadora, quanto a longo prazo, porque o Brasil perde mercados que levou anos para conquistar.
Outro problema é que os produtos importados ficam mais baratos para os brasileiros, e, com isso, invadem as prateleiras. A indústria brasileira é novamente afetada, pois os produtos brasileiros perdem competitividade também aqui dentro.

Fonte: R7 Notícias.