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02/03/2012

EXPORTAÇÃO SENTE BAQUE

O governo Dilma Rousseff resolveu não arriscar muito e escolheu uma meta modesta para as exportações brasileiras em meio às incertezas do cenário global, em que os governos da Europa e dos Estados Unidos despejam bilhões de dólares no mercado, o que pressiona o câmbio, valoriza o real e encarece os produtos brasileiros lá fora. O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, anunciou ontem que o governo espera exportar US$ 264 bilhões em 2012, 3,1% mais que os US$ 256 bilhões registrados do ano passado (alta de 26,8%).
"Esse alvo é tímido porque é menor do que os US$ 267 bilhões previstos para 2011. É preciso ainda melhorar muito, mas é importante se ter um a meta e buscar esse objetivo seja qual for", comentou o presidente interino da Associação de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê US$ 277 bilhões em exportações neste ano, comparou o MDIC. Aliás, o crescimento esperado pelo órgão está abaixo da previsão de avanço de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do Ministério da Fazenda, mas está em linha com a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) que prevê alta de 3%.


Superavit

As exportações superaram as importações em US$ 1,71 bilhão em fevereiro, revertendo o saldo negativo de US$ 1,29 bilhão de janeiro, conforme dados divulgados ontem pelo MDIC. O resultado da balança comercial ficou abaixo da estimativa dos economistas mais otimistas que esperavam resultado positivo de US$ 2,4 bilhões. As exportações avançaram em ritmo mais acelerado que as importações. Cresceram 13,4% no mês passado em comparação com o mesmo período de 2011, passando de US$ 16,7 bilhões para US$ 18 bilhões. Já as importações totalizaram US$ 16,3 bilhões e ficaram 10,5% acima do volume registrado no mesmo intervalo do ano passado, de US$ 15,5 bilhões. Contribuíram para o superavit as exportações de plataforma de petróleo (de zero para US$ 405 milhões e energia elétrica (de zero para US$ 309 milhões).
Os Estados Unidos superaram a China como maior destino das exportações brasileiras. Desde 2010, o país asiático estava na frente. Mas os embarques para os EUA deram um salto de quase 40% em janeiro e fevereiro em relação ao mesmo período de 2011, somando US$ 4,6 bilhões. Já para a China, a alta foi bem menor: de 0,3%, para US$ 3,9 bilhões. "Se for mantido esse ritmo de crescimento dos embarques brasileiros para os dois países, os EUA voltarão a ser o nosso principal parceiro comercial. Não estou fazendo nenhum tipo de previsão. É apenas uma análise matemática", avaliou a secretária de comércio exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

Fonte: Correio Braziliense.