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10/05/2012

BRASIL VISA REFORÇAR AÇÃO CONTRA PROTECIONISMO NO COMÉRCIO EXTERIOR

Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), assegurou nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, que não interessa para o Brasil que a situação econômica se deteriore na Argentina, apesar do protecionismo praticado pelo país.
A secretária falou sobre o tema Desafios do Comércio Exterior para membros da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), na SNA (Sociedade Nacional de Agricultura). A secretária admitiu que em momentos de crise alguns países podem praticar o protecionismo. Mas ressaltou que a orientação do governo brasileiro é de combater o protecionismo: “O Brasil tem sido incisivo em questionar barreiras de outros países e essa orientação tende a se reforçar”, disse.
Tatiana esclareceu que a medida sinalizada pelo governo brasileiro foi financiar as exportações brasileiras para a Argentina ou as importações argentinas de produtos oriundos do Brasil. Essa possibilidade ocorreria somente se houvesse acordo com os argentinos de que isso poderia desbloquear as exportações brasileiras para o país.
“A Argentina representa hoje um grande desafio para o Brasil. As exportações brasileiras para o mercado argentino caíram e não interessa para o Brasil que a situação econômica na Argentina se deteriore. Um bom desempenho econômico da Argentina é importante para o Brasil e para o comércio exterior do brasileiro”, concluiu Tatiana.
A Argentina perdeu participação relativa na pauta de exportações brasileira. Hoje está na faixa de 10% do total, mas no passado recente chegou a 12% ou 13%. Na avaliação da secretária, a Argentina é muito importante para os produtos manufaturados do Brasil. “Quase 90% do que o Brasil exporta para a Argentina são produtos manufaturados. Portanto, é um mercado muito importante e não convém para o Brasil que piore a situação na Argentina”, destacou.

Fonte: Agência Brasil.