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13/06/2012

LEILÃO DE 4G GARANTIRÁ INVESTIMENTO DE R$ 3 BILHÕES POR ANO,DIZ ANATEL

BRASÍLIA O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse há pouco que a arrecadação de R$ 2,9 bilhões no leilão da quarta geração da telefonia celular (4G) saiu dentro do previsto pelo órgão regulador.
Rezende rebateu as críticas de que o valor de compra das licenças tenha sido abaixo das expectativas do governo, por ter ficado somente 31% acima preço proposto no edital. “Não vejo a questão do ágio como fundamental”, afirmou em entrevista realizada após o leilão.
Segundo ele, a licitação garantirá investimentos de R$ 3 bilhões por ano em redes modernas de 4G, ao longo dos 30 anos de contrato. Além disso, a compra de licenças nacionais, atreladas aos serviços da faixa de 450 megahertz (MHz), obrigará as empresas a investir outros R$ 400 milhões ao ano na zona rural.
O resultado do leilão, de acordo com o presidente da Anatel, deixou também o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) “bem satisfeito”. “Consideramos uma decisão acertada”, disse Rezende, ao defender que as regras da licitação estiveram focadas na construção de infraestrutura moderna no país e não teve viés arrecadatório.
Rezende afirmou que restaram 53 lotes de 4G da “Banda U”, com padrão TDD. Sky e Sunrise, do megainvestidor George Soros, estiveram focadas nessas licenças. Essa tecnologia permite a entrega de serviço de internet fixa sem fio em alta velocidade.
Outros 34 lotes da “Banda P”, com padrão FDD, também não foram vendidos. As licenças de 4G desta radiofrequência foram adquiridas pelas operadoras de celular com objetivo de ofertar o serviço de banda larga por conexão móvel. Os técnicos da agência estimam que os lotes remanescentes da Banda P poderão ser ofertados pelo preço mínimo total de R$ 520 milhões.
Rezende disse que a Anatel reunirá as “sobras” de lotes da “Banda U” para vendê-las em novo leilão, que incluirá a oferta de licenças para faixa de 3,5 gigahertz (3,5 GHz) – frequência que utiliza a tecnologia WiMax. Segundo Rezende, este leilão será voltado para competidores regionais. A venda da faixa de 3,5 GHz para a banda larga depende de uma solução técnica para que não haja interferência no serviço de TV via parabólica.
Ainda de acordo com Rezende, as garantidas exigidas das empresas garantirão investimos em 4G até o ano de 2022, quando serão cumpridas as últimas metas previstas no edital. Segundo o superintendente de serviços privados e presidente da Comissão Especial de Licitação do 4G, Bruno Ramos, esta fórmula tem funcionado com a implementação dos serviços 3G, com metas até 2016.

Fonte: Valor Econômico.