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20/06/2012

FIESC DEFENDE QUE ARGENTINA EXCLUA MERCOSUL DO PROTECIONISMO

O presidente da Federação das Indústrias (FIESC) defendeu na terça-feira (19), em audiência no Senado, que a Argentina exclua os países do Mercosul da necessidade de emissão da Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI), uma das principais barreiras que estão atrapalhando os negócios dos exportadores brasileiros.
Ao contrário dos demais participantes da audiência pública em Brasília, que amenizaram as medidas argentinas, Côrte foi enfático: "a realidade é que as indústrias catarinenses e gaúchas, principalmente, estão sem poder embarcar para a Argentina, sem faturar e, em alguns casos, sem receber o que já foi exportado" disse. "Se não excluir o Mercosul das medidas protecionistas, no mínimo deveria haver um percentual sobre a importação de terceiros países para produtos brasileiros, livres do protecionismo. Caso não se concretizem as medidas de liberação, que o Brasil recorra à Organização Mundial do Comércio, como já o fizeram 40 países", disse Côrte no evento que contou com a participação de autoridades e representantes do setor empresarial de ambos os países.
Do total de importações feitas pela Argentina, 30% são oriundas do Mercosul e 70% dos demais blocos regionais. Levantamento da FIESC com exportadoras catarinenses mostra que 58% delas preveem queda nas exportações para aquele mercado, 24% estimam estabilidade e apenas 18% projetam incremento. Além da DJAI, as exportadoras enfrentam atraso e demora na liberação das licenças de importação não-automáticas pelo governo argentino.
O trabalho também mostra que após a entrada da Resolução DJAI, 75% das empresas pesquisadas informaram que suas exportações para a Argentina foram reduzidas no primeiro quadrimestre de 2012, em relação ao mesmo período de 2011. 84% das empresas responderam que seus clientes argentinos têm percebido os efeitos das novas medidas relativas à DJAI.

Fonte: FIESC.