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21/06/2012

PARCERIA COM COREIA PODE ESTIMULAR PROJETOS EM INOVAÇÃO, DIZ MDIC

SÃO PAULO - As relações entre Brasil e Coreia podem ir além do comércio bilateral entre os dois países e associações em atividade produtiva, disse Heloísa Menezes, secretária de Desenvolvimento da Produção (SDP) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), durante evento sobre cooperação econômica entre ambos os países.
Ela lembrou que o ministério possui uma agenda para debater possibilidades de acordos e cooperações focados em aprofundamento do comércio e parcerias do ponto de vista tecnológico.
Heloísa disse que a participação da coreana Posco na Companhia Siderúrgica de Pecém, no Ceará, é um dos maiores investimentos estrangeiros no Brasil. Segundo ela, os investimentos coreanos em território nacional somaram US$ 1,1 bilhão em 2011. A parceria com o país asiático, diz ela, é importante atualmente, quando o governo brasileiro adota um modelo de desenvolvimento que usa cada vez mais a tecnologia de inovação.
“Buscamos aprofundar instrumentos que apoiem essa estratégia. O aprofundamento das relações comerciais é uma boa ferramenta.”
Ela citou a vinda de centros de pesquisa associados a projetos produtivos como outra ferramenta e exemplificou com o caso da coreana Hyundai.
“Na medida em que se habilita ao regime automotivo brasileiro, a empresa trará fornecedores, mas também realizará investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Brasil”.


Aproximação


Na avaliação de Heloísa, instrumentos que facilitem o aprofundamento das relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul não passam, necessariamente, por medidas tarifárias.
A secretária lembrou que qualquer inciativa de acordo bilateral precisa considerar o Mercosul e seguir as regras do bloco. Para ela, as medidas relacionadas ao regime automotivo, por exemplo, que reduzem a carga tributária para veículos com conteúdo nacional mínimo, não são protecionistas. Ela diz que o regime devolve um crédito tributário para empresas que gerem pesquisa e desenvolvimento no país e, por isso, trata-se de uma medida indutora.
Heloisa diz que o regime automotivo denota a necessidade de medidas para garantir o fornecimento nacional de autopeças. Ela lembrou que há um conjunto de sugestões que veio do setor privado e que está sendo trabalhado pelo governo.
“Esperamos tirar do papel o mais rápido possível a agenda de todos os setores estratégicos”, diz. Ela não citou, porém, nenhum prazo ou medida concreta.
O Encontro do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Coreia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ocorre hoje em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico.