With Borders

No Borders

26/06/2012

TRADINGS EXPORTAM PARA ARÁBIA SAUDITA

País árabe foi o oitavo maior destino das exportações destas empresas de janeiro a maio deste ano. Mas vendas para os sauditas, assim como as exportações gerais, caíram na comparação com 2011.


A Arábia Saudita está entre os dez maiores compradores de produtos vendidos pelas tradings do Brasil entre janeiro e maio deste ano. Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostra que o país foi o oitavo maior destino das exportações destas empresas, atrás da China, Japão, Países Baixos, Coreia do Sul, Itália, Alemanha e Bélgica.
Entre os 20 maiores destinos estão outros dois países árabes, Omã, em 17º lugar, e Egito, na 20ª colocação. No período, as tradings faturaram US$ 9,7 bilhões com exportações, o que representou 9,9% do total vendido pelo País no exterior. As vendas para a Arábia Saudita, no entanto, caíram 50%, enquanto as para Omã e Egito avançaram 1.071% e 110%, respectivamente.
As exportações das tradings para a Arábia Saudita renderam US$ 233,5 milhões e o país respondeu por 2,2% do total. Os principais produtos exportados foram carne de frango, minério de ferro, milho em grãos, soja, açúcar, carne bovina, conservas de carne e madeiras. Omã importou o equivalente a US$ 135 milhões em produtos como minério, carnes, enchidos de carnes e conservas de carnes. O Egito adquiriu US$ 113 milhões e recebeu minérios, açúcar, carne de frango e bovina, café, extratos tanantes (insumo para a indústria de couros) e partes de motores, entre outros.
No geral, as exportações do setor caíram 15% sobre o mesmo período de 2011. A pauta de produtos foi composta predominantemente de itens básicos. Eles responderam por 82,7%. Entre os industrializados, os manufaturados responderam por 10,7% e os semimanufaturados por 6,6%. As tradings tiveram uma participação importante, no País, nas vendas de suco de laranja congelado, minério de ferro, café solúvel, milho em grão e carne de frango.
As tradings são também importadoras e compraram no exterior o equivalente a US$ 2,1 bilhões. Esse valor foi 2,4% do total importado pelo País no período. As compras foram predominantemente de produtos industrializados, que representaram 94,8% do total. A China foi a maior fornecedora, com US$ 507,3 milhões, seguida de Argentina, Estados Unidos, México, Reino Unido e Alemanha. O saldo da balança comercial das tradings ficou positivo em US$ 7,5 bilhões.

Fonte: www.anba.com.br