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17/07/2012

COMÉRCIO MUNDIAL PODE CRESCER SÓ 3% NESTE ANO

A Organização Mundial do Comércio (OMC) deverá fazer nova revisão do crescimento das exportações e importações neste ano. A expectativa é a de que a expansão cairá para cerca de 3%, bem longe da média de 5,4% dos últimos 20 anos.
O crescimento em volume do comércio mundial no primeiro trimestre foi de apenas 2,7% comparado ao mesmo periodo de 2011, bem abaixo da projeção de 3,7% da OMC para este ano. No entanto, a entidade espera uma ligeira melhora no segundo semestre, se a crise global não piorar ainda mais.
Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, falou ontem em expansão global do comércio de 3,5%, mas pavimentando o terreno para a nova revisão, provavelmente em setembro, que apontará cifra fortemente mais baixa, levando em conta as novas estimativas para a economia global anunciadas ontem pelo FMI.
Até agora, a OMC vinha projetando crescimento de 2% nas exportações dos paises desenvolvidos e de 5,6% dos paises em desenvolvimento. Mas a China pesará na rebaixa, como primeiro exportador mundial de mercadorias e também como segundo maior importador global. Os chineses têm visível dificuldade com as vendas para a Europa, o primeiro mercado para suas exportações, com 20% do total.


As importações também diminuíram


A desaceleração é importante no comércio exterior chinês comparado com 2009. Entre janeiro e junho de 2010, as exportações chinesas cresceram 35% e as importações 53% em relação ao mesmo período de 2009.
Em 2011, a desaceleração já era clara, com as exportações crescendo 24% e as importações 28% em relação ao mesmo período de 2010. E, neste ano, as exportações só subiram 9% e as importações 7% ante os números do ano passado.
Por sua vez, a União Europeia anunciou ontem superávit de € 6,9 bilhões em maio, graças sobretudo a menos importações. Dados consolidados de abril mostram que o superávit que o Brasil tinha com os europeus, de € 1,3 bilhão entre janeiro-abril de 2011, agora virou déficit de € 800 milhões.
Enquanto a Europa exportou 19% a mais para o Brasil nos primeiros quatro meses do ano, as importações originárias do Brasil caíram 1%.

Fonte: Valor Econômico.