With Borders

No Borders

18/07/2012

APÓS QUEDA, MOVELEIROS EXPORTAM PARA NOVOS MERCADOS

Depois de uma queda de 7,6% nas exportações nos cinco primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, as indústrias brasileiras de móveis passaram a buscar novos mercados, principalmente na América Latina e na África. Na avaliação de José Luiz Diaz Fernandez, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), a redução nas vendas externas ocorreu principalmente por causa do aumento do protecionismo argentino e da crise vivida por economias desenvolvidas.


Depósito de móveis: rumo a novos mercados (Divulgação)


“Por causa da crise, as vendas para os EUA e para a Europa caíram bastante. A recuperação da economia norte-americana tem ocorrido de maneira sutil e gradual. Acredito que em um ano a nação volte a ser um mercado consumidor potencial, tanto que no final deste mês vamos participar da feira internacional de Las Vegas (Las Vegas Market)”, revela Fernandez. “E as medidas protecionistas adotadas pela Argentina praticamente inviabilizaram as exportações brasileiras. O mercado argentino está desabastecido e os nossos clientes estão reclamando, mas de nada adianta”, diz o executivo da Abimóvel.
“Com a crise, o setor passou a investir principalmente em países da América Latina (como Panamá, Chile, Peru e México) e da África (Angola e África do Sul)”, conta Fernandez. Considerando-se os totais exportados no primeiro semestre de 2011 com o mesmo período de 2012, observa-se que o mercado que mais cresceu foi o Peru (67%). A entidade informa que, contabilizando apenas as vendas das empresas do projeto Brazilian Furniture – realizado pela Abimóvel em parceria com a Apex-Brasil para fomentar as exportações – os embarques para os mercados-alvo tiveram crescimento de 17%.
O setor ainda não conseguiu se recuperar da grande queda nas exportações que viveu depois da crise econômica internacional de 2008. Em 2007, as exportações brasileiras de móveis ultrapassavam a cifra de US$ 1 bilhão. O resultado do ano passado registrou vendas externas de US$ 763 milhões. Na comparação do primeiro semestre do ano com os seis primeiros meses de 2008, a queda na receita das exportações foi de 38,1%. Na contramão, as importações brasileiras somaram US$ 123 milhões de janeiro a junho de 2012, o que representa alta de 9% em comparação com igual período do ano anterior. O crescimento médio de 2008 a 2012 foi de aproximadamente 26%.

Fonte: Banco do Brasil.