With Borders

No Borders

20/07/2012

AEB ELEVA EM 166% PROJEÇÃO DE SUPERÁVIT PARA 2012

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) reviu as projeções para a balança comercial brasileira deste ano. De acordo com a AEB, o superávit comercial do Brasil projetado para 2012 deverá superar os US$ 3 bilhões previstos inicialmente e chegar a US$ 8 bilhões, ou 166% a mais. Na comparação com 2011, no entanto, o saldo deverá apresentar redução de 73%, ante os US$ 29,7 bilhões registrados no ano passado.
Na avaliação da AEB, o resultado deste ano será influenciado principalmente pela queda de 5% nos preços médios dos produtos embarcados (principalmente commodities) e de 2% na quantidade exportada no primeiro semestre, sobre igual período de 2011. Na importação, houve alta de 6% nos preços médios e queda de 5% no volume. Segundo a entidade, o Brasil exportará US$ 237 bilhões em 2012 e importará US$ 229 bilhões.
A entidade estima que a corrente de comércio de US$ 466 bilhões projetados para 2012 deverá ser 3,3% menor que a obtida em 2011. “A projeção da AEB basicamente reflete o quadro de incertezas da economia mundial, como a grave crise na Europa, um dos principais mercados para os produtos brasileiros, e o menor ritmo de expansão da economia asiática, especialmente da China”, explica Fabio Martins Faria, vice-presidente da organização.
“Um dos principais fatores que influenciaram a projeção foi a queda de preços de minério de ferro, principal produto da pauta exportadora nacional, que caiu 22% no primeiro semestre ante os seis primeiros meses do ano passado”, aponta o executivo. Segundo a AEB, a dependência brasileira dos produtos básicos continuará presente em 2012, pois 18 dos 20 principais produtos exportados são commodities.
Na avaliação da entidade, uma eventual recuperação da economia mundial poderá elevar o superávit comercial brasileiro este ano. Por outro lado, a redução do crescimento da China para um índice inferior a 7% provocaria diminuição do superávit comercial brasileiro. Conforme a intensidade da queda do crescimento chinês, a balança poderia até fechar déficit com 2012. “Com a crise na Europa e nos EUA, passamos a vender mais para os chineses. Mas caso algumas previsões pessimistas se confirmem e o PIB da China cresça menos este ano que em 2011, o Brasil pode enfrentar sérios problemas, pois nenhum outro mercado consegue compensar a demanda da nação asiática”, avalia Faria.

Fonte: Banco do Brasil.