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24/07/2012

A NOVA ABERTURA DOS PORTOS

Apesar da Lei de Modernização dos Portos, aprovada em 1993, os portos brasileiros continuam atrasados, com falta de equipamentos e infraestrutura, aumentando o chamado “custo Brasil”, que diminui a competitividade de produtos brasileiros no exterior e aumenta o preço de bens e equipamentos importados. A ineficiência é responsável por operações demoradas e caras que se refletem no valor do frete. Estas são algumas das opiniões do presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Wilen Manteli, uma das maiores autoridades em portos brasileiros, que está lançando o livro “A nova abertura dos portos – 1993, a luta pela modernização dos portos brasileiros – Lei nº 8.630”, publicado pela Editora Palomas.
O livro, que apresenta a história da luta dos empresários brasileiros pela modernização dos portos, tem prefácio do industrial Jorge Gerdau Johanpeter, um dos principais batalhadores pela causa portuária, que escreveu: “cabe a nós reconhecer o esforço de Manteli na elaboração dessa obra, deixando um legado da maior importância para as próximas gerações e apontando os passos que ainda precisam ser dados. Isso porque, apesar dos avanços, ainda há muito que ser feito para aprimorar a competitividade do setor portuário”.
Gerdau, inclusive, é personagem do livro, pois foi um dos mais ativos batalhadores pela inovação portuária e enfrentou estivadores em momentos cruciais da luta. No Rio de Janeiro, certa vez, escapou de ser agredido por um grupo de portuários que eram contra a perda dos privilégios que encareciam os serviços nos portos.
A história está contada no livro, bem como outros momentos delicados do movimento em Rio Grande, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Fonte: Guia Marítimo.