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30/07/2012

GOVERNO INVESTIGA DUMPING EM IMPORTAÇÃO DE PNEUS

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC), iniciou uma investigação para averiguar uma denúncia sobre a existência de dumping nas importações de pneus novos de construção radial para automóveis de passageiros, procedentes da Coreia do Sul, do Taipé Chinês, da Tailândia e da Ucrânia. A investigação foi iniciada a pedido da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip). O dumping é uma prática comercial que consiste na venda, por uma ou mais empresas estrangeiras, de mercadorias por preços bem abaixo de valores cobrados dentro dos próprios países exportadores. Esta prática prejudica fabricantes de produtos similares de empresas do país importador.


Fábrica coreana de pneus: ameaça à produção nacional (Divulgação)


“O setor de pneumáticos, em apenas três anos, migrou de um cenário otimista, de US$ 377 milhões de superávit em 2009, para um cenário desabonador, de déficit recorde de US$ 107 milhões em 2011”, diz Eugênio Deliberato, presidente da Anip. “Os importados asiáticos representam hoje mais de 40% do mercado de reposição de pneus; em 2005, esta fatia era de apenas 13%”, complementa.
De acordo com dados da Anip, as exportações totais do setor nacional de pneus caíram 6,4% desde 2006 (primeiro ano divulgado da série) até 2011 (último ano divulgado), para 17,4 milhões de unidades. As vendas de pneus para automóveis corresponderam a 40,1% do total embarcado pelo Brasil no ano passado. As exportações para motos e motonetas representaram 30,4% e, para caminhonetes, 19,5%.
De 2006 a 2011, os embarques de pneus para automóveis caíram 16,6%, para 7 milhões de unidades. Já as vendas de pneus para motos e caminhonetes cresceram 26,1% e 6,25%, respectivamente, para 5,3 milhões e 3,4 milhões. Enquanto as exportações de produtos para caminhões e ônibus caíram 44%, para 211,4 mil, as vendas voltadas para veículos industriais e aviões registraram alta de 9,3% e 12,9%, para 54 mil unidades e 53 mil unidades, respectivamente.

Fonte: Banco do Brasil.