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02/08/2012

DÓLAR MUDA DE DIREÇÃO E PASSA A SUBIR NESTA QUINTA-FEIRA

Discurso de presidente do BCE provocou mudanças no mercado.
Na quarta-feira, o dólar encerrou com queda de 0,21%, a R$ 2,0446.
O dólar abriu os negócios desta quinta-feira (2) operando em queda ante o real, mas acabou mudando de direção após o discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi, que  decepcionou os investidores que esperavam ações imediatas para diminuir os custos de empréstimo da Espanha e da Itália. Às 14h40 (horário de Brasília), a moeda norte-americana tinha alta de 0,19%, para R$ 2,0485 na venda.
Nesta quinta, o BCE manteve a taxa de juros em 0,75%. O mercado não esperava corte de juros, mas aguardava mais do discurso de Draghi.
O presidente do BC da Europa se limitou a dizer que o conselho da autoridade monetária pode considerar adotar medidas não convencionais e que os governos devem estar prontos para ativar os fundos de resgate da zona do euro no mercado de títulos. E informou que o BCE deve desenhar modalidades apropriadas para medidas nas próximas semanas.
Na quarta-feira, o dólar encerrou com queda de 0,21%, a R$ 2,0446 na venda.


Reação do mercado


"O mercado está reagindo ao choque da retórica do (presidente do BCE, Mario) Draghi da semana passada em relação a hoje. Embora ele não tenha anunciado nada concreto agora, ele nunca foi tão explícito em direção à monetização", afirmou o economista-chefe da CM Capital Markets, Darwin Dib.
Os mercados alimentaram grandes expectativas de que o BCE anunciaria medidas para diminuir os insustentáveis custos de empréstimo da Itália e da Espanha depois que Draghi afirmou, na semana passada, que faria tudo o que fosse preciso para proteger o euro.
"O mercado tem razão de ficar na expectativa de que o estímulo virá, mas antes disso teremos uma nova rodada de elevação dos yields espanhóis e italianos... o que fará o BCE se sentir politicamente confortável para agir", emendou o economista.
Para o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme, o mercado de câmbio continuou com pouca variação após as declarações de Draghi devido à vontade das autoridades brasileiras de manter o dólar numa espécie de banda, que os investidores acreditam ser entre 2 e 2,10 reais. "O problema é que o nosso dólar está tutelado pelo BC", afirmou Nehme, lembrando das declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, de que o dólar abaixo de 2 reais poderia ser prejudicial para a indústria brasileira e que a autoridade monetária poderia intervir se necessário.
De acordo com o diretor-executivo, a tendência do dólar será de alta durante o mês de agosto, uma vez que os investidores buscam segurança na moeda norte-americana em meio à crise no exterior, e também porque o BC enxugou parte da liquidez do mercado de câmbio ao não rolar os contratos de swap tradicional que venceram na quarta-feira.

Fonte: G1.