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02/08/2012

NÚMEROS DA BALANÇA DE JULHO REFLETEM QUEDA

As exportações brasileiras somaram US$ 21 bilhões em julho deste ano. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda em quase todos os indicadores. Pela média diária, a redução foi de 9,9% sobre julho de 2011. O saldo comercial atingiu superávit de US$ 2,8 bilhões, valor 8,3% inferior ao registrado em julho de 2011; a corrente de comércio alcançou a cifra de US$ 39,1 bilhões, queda de 9,7% sobre igual período do ano anterior; e no acumulado entre janeiro e julho, os embarques somaram US$ 138,2 bilhões, uma retração de 3%. As importações, num total de US$ 18,1 bilhões, também sofreram redução (9,5%). Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC).
Alessandro Teixeira, secretário-executivo do Ministério, preferiu destacar os dados positivos, lembrando que o saldo de julho – o segundo maior do ano – aconteceu em meio à greve de auditores fiscais da Receita Federal e de servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que trabalham nas aduanas. “A greve afeta as exportações e as importações. Até acho que as importações podem ter sido mais atingidas do que as exportações, mas não dá para separar o efeito”, declarou ele. O superávit comercial totalizou US$ 9,9 bilhões – valor 38,2% inferior ao registrado em equivalente período anterior – e a corrente de comércio no ano alcançou cifra recorde de US$ 266,5 bilhões, queda de 0,8%.
“As exportações de bens manufaturados caíram, em parte, por causa do desempenho pífio da produção da indústria, o que se refletiu também na queda das importações nacionais”, analisa Fabio Martins Faria, vice-presidente da Associação de Comercio Exterior do Brasil (AEB). O executivo explica que a diminuição na atividade industrial brasileira gera menor demanda por produtos básicos e por bens de capital, usados pela indústria de transformação. “Outro fator que afetou as exportações brasileiras foi a redução na demanda mundial, por causa do agravamento da crise econômica internacional”, complementa.
No mês de julho, as vendas dos três grupos de produtos retrocederam. Os embarques de semimanufaturados caíram 12,5% (para US$ 3 bilhões), os de básicos, 10,7% (para US$ 9,9 bilhões), e os de manufaturados, 7,6% (para US$ 7,5 bilhões). Segundo relatório do MDIC, no grupo dos semimanufaturados, as quedas ocorreram, principalmente, por conta de alumínio em bruto (-54,9%, para US$ 69 milhões), semimanufaturado de ferro/aço (-35,5%, para US$ 296 milhões) e açúcar em bruto (-19,3%, para US$ 1,1 bilhão). Em julho, as vendas de farelo de soja cresceram 45,2%, para US$ 703 milhões e as de soja em grão registraram alta de 16,6%, para US$ 2,2 bilhões. O milho também se destacou, com vendas de US$ 423 milhões, alta de 398,5%. No grupo dos básicos, decresceram principalmente: petróleo em bruto (-36,4%, para US$ 1,3 bilhão), minério de ferro (-27,5%, para US$ 2,8 bilhões) e café em grão (-26,3%, para US$ 376 milhões).

Fonte: Banco do Brasil.