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07/08/2012

EXPORTAÇÃO DE PAPEL CAI MAIS DO QUE A DE CELULOSE

A crise econômica fez com que o volume das exportações de celulose se mantivesse praticamente estável de janeiro a junho deste ano, apontam dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) divulgados no final de julho. No período, foram embarcados 4,1 milhões de toneladas, alta de 1,1% sobre os seis primeiros meses de 2011. Na comparação de junho deste ano com igual mês do ano passado, houve crescimento de 10,9%, para 701 mil toneladas. Sobre maio, o índice registrou aumento de 6,5%.
“O segmento de celulose manteve uma demanda estável nesse primeiro semestre ante o de 2011, o que mostra um cenário positivo mesmo diante da crise econômica”, avalia Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). “Quanto às vendas externas de junho, não se pode dizer que houve aumento no mês, até porque o ideal é que a avaliação seja sempre de um período e não de um mês isolado, pois pode acontecer de as vendas de um mês serem embarcadas no seguinte, por exemplo”, diz.
O desempenho das exportações de papel apresentou resultado pior do que as de celulose, por causa de uma queda na demanda mundial. Segundo a Bracelpa, as vendas externas do segmento somaram um milhão de toneladas de janeiro a junho, queda de 4,5% ante o primeiro semestre de 2011. Na comparação de junho deste ano com igual mês do ano passado, houve redução de 11,4% no volume embarcado, para 164 mil toneladas. Ante o mês anterior, o resultado foi 15,5% menor.
Segundo o relatório, tanto as exportações quanto as importações de papel e celulose registraram queda na participação na balança comercial brasileira – redução de 0,2 ponto percentual e 0,1 ponto percentual, respectivamente. “Isso é resultado da crise que afeta também o Brasil. Como a balança comercial trata somente de valores e não de volume, o dado não reflete o atual momento de estabilidade do setor”, assinala Elizabeth.
A América Latina foi o destino que mais reduziu as compras de celulose (-28,6%) no acumulado do ano; já a China foi o destino que mais reduziu as compras de papel (-33,3%). A Bracelpa projeta um resultado melhor para o segundo semestre. “Desde a crise de 2008, as empresas do setor vêm adotando medidas para aumentar a competitividade. As companhias vêm negociando com o governo federal medidas para aumento da competitividade e de incentivo para manter o mercado aquecido”, conclui.

Fonte: Banco do Brasil.