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14/08/2012

AGRONEGÓCIO: EXPORTAÇÕES DE SP TÊM QUEDA DE 9,1%

As exportações do agronegócio paulista atingiram US$ 11,2 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, com queda de 9,1% em relação ao período janeiro-julho de 2011, de acordo com informações do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, divulgado na semana passada. O órgão informou também que, no período, os embarques de São Paulo representaram 20,1% em relação ao agronegócio nacional, ou seja, 2,9 pontos percentuais a menos do que nos sete primeiros meses do ano passado.
Segundo Celso Luis Rodrigues Vegro, engenheiro agrônomo do IEA, mesmo que ainda não tenha ocorrido a divulgação dos dados detalhados do agronegócio paulista, é possível dizer que o resultado de São Paulo destoou do resto do País por conta, principalmente, da quebra da safra de laranja e do complexo sucroalcooleiro registradas na região no ano passado.
Segundo o IEA, a receita das importações do agronegócio paulista no período registrou uma redução menor que a das exportações (-5,5%), somando US$ 5,3 bilhões – o que resultou em saldo comercial de US$ 5,9 bilhões, resultado 12,2% menor em relação a janeiro-julho do ano passado.
Como aponta o instituto, ao contrário dos embarques paulistas, as exportações do agronegócio nacional cresceram 4,1% no período janeiro-julho, para US$ 55,9 bilhões o que corresponde a 40,5% do total embarcado pelo País no período, considerando todos segmentos econômicos. Por outro lado, as importações do setor diminuíram 5,6%, somando US$ 16,6 bilhões (13% do total de mercadorias trazidas para o País). Assim, nos primeiros sete meses do ano, o superávit do agronegócio nacional somou US$ 39,2 bilhões (8,8% superior ao do mesmo período de 2011).
“São Paulo se comporta de maneira diferente de outros estados, porque o agronegócio está focado principalmente em laranja, eucalipto, cana-de-açúcar, carne bovina e café. Não tem a questão dos grãos que prevalece nos demais estados exportadores. São Paulo sempre vai na contramão do Brasil, tanto positivamente quanto negativamente”, explica o engenheiro agrônomo.
A constatação de Vegro se reflete nos dados do IEA. De acordo com o instituto, a participação das exportações do agronegócio paulista no total das vendas externas do estado recuou 3,5 pontos percentuais nos primeiros sete meses do ano. Já o peso sobre as importações estaduais diminuiu 0,6 ponto percentual na comparação com os primeiros sete meses de 2011. A participação do agronegócio nacional no total do Brasil aumentou em termos das exportações (2,3 pontos percentuais) e diminuiu com relação às importações (-1,2 ponto percentual). “A queda da participação das importações na balança comercial do estado e do País ocorreu por conta do crescimento econômico menor. Os empresários estão mais cautelosos”, avalia.
Segundo o engenheiro agrônomo, a expectativa do agronegócio paulista para o segundo semestre é promissora. “A compra de fertilizantes cresceu 12% nos seis primeiros meses do ano sobre igual período de 2011. São Paulo está com uma boa safra de cana-de-açúcar e vários países estão começando a adotar o etanol, o que pode impactar positivamente na balança comercial local”, afirma. “A tendência é que as exportações paulistas ganhem força no segundo semestre, período em que as colheitas de cana-de-açúcar, eucalipto e café estão no auge. Mesmo assim, os estados com plantação de soja e milho, como o Mato Grosso, deverão conseguir resultado melhor que São Paulo, em função da elevada cotação internacional destas duas commodities este ano”, finaliza Vergro.

Fonte: Banco do Brasil.