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22/08/2012

EXPORTAÇÕES DE COMPONENTES DE COURO REGISTRAM 1ª ALTA DO ANO

Após registrar em junho o pior resultado para o mês desde 2009, com queda de 24% na receita das exportações ante igual período de 2011, os embarques de componentes para fabricação de peças e artigos de couro, calçados e artefatos, como cintos, luvas, bolsas e jaquetas, reagiram em julho. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couros, Calçados e Artefatos (Assintecal) revelam que os embarques das empresas do setor registraram no mês passado a primeira alta do ano: 2% sobre igual período de 2011, para US$ 97 milhões.
Segundo Diogo Serafim, diretor-executivo da Assintecal, influenciaram no resultado a desvalorização do real ante o dólar e as medidas do plano Brasil Maior, como o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), programa que devolve às empresas exportadoras parte dos valor recolhido por impostos durante a produção da mercadoria. “Com uma maior estabilidade cambial, o Brasil pode alcançar mais facilmente alguns mercados consumidores, pois as companhias nacionais podem traçar uma estratégia comercial de médio e longo prazo”, explica Serafim. “A partir do momento em que as empresas têm a segurança de exportar de forma contínua, a tendência é que as exportações cresçam”, complementa Serafim.
Para o diretor-executivo, os resultados do segundo semestre deverão ser melhores que os do primeiro. De acordo com a Assintecal, no acumulado dos sete primeiros meses do ano, os embarques totalizaram US$ 616 milhões, queda de 6,37% na comparação com igual período do ano passado. A meta das exportações para 2012, diz Serafim, é de uma receita de US$ 1,27 bilhão, aumento de 12% sobre as operações do ano passado.
A entidade informa que, de janeiro a julho, o setor nacional de componentes para couros, calçados e artefatos enviou produtos para 161 países – sendo que Argentina, Alemanha, Estados Unidos, México e Venezuela lideram o ranking dos compradores internacionais, respondendo por 53% do total embarcado. “Julho foi o primeiro mês do ano a registrar crescimento nos embarques do setor”, afirma Serafim.
Segundo o executivo, muitas empresas do setor ainda não conhecem com profundidade as medidas do plano Brasil Maior e por isso não é possível fazer uma análise mais detalhada dos efeitos do programa sobre as companhias de componentes de couro. “A Assintecal tem que trabalhar com a conscientização dos seus associados, mas, ao mesmo tempo, eles têm que procurar se informar melhor sobre os efeitos do programa federal. É um trabalho de duas vias, porque o governo disponibiliza hoje diversas ferramentas de fomento de competitividade que não podem ser deixadas de lado neste momento de crise econômica mundial”, diz. Desde 2009 até o ano passado, a receita das exportações do setor cresceram 30,6%, para US$ 1,13 bilhões.

Fonte: Banco do Brasil.