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24/08/2012

COOPERATIVAS BRASILEIRAS EXPORTAM US$ 3,1 BILHÕES

As exportações das cooperativas brasileiras somaram US$ 3,1 bilhões de janeiro a julho deste ano, queda de 2% sobre igual período do ano passado. Mesmo assim, a participação dos embarques das cooperativas no total vendido pelo País no período passou dos 2%, registrados em 2006, para 2,3% em 2012. Sob a ótica das importações feitas pelas cooperativas, a participação é bem menos significativa: atualmente, é de 0,1%.
As vendas do complexo sucroalcooleiro somaram R$ 1 bilhão, o que representa aproximadamente 34,9% das exportações das cooperativas do País. Estes embarques fizeram com que as cooperativas paulistas assumissem em julho o posto de maiores exportadoras do segmento, apontam dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo o órgão, São Paulo acumulou o maior volume em valor das exportações de cooperativas, de janeiro a julho, com vendas de US$ 1,007 bilhão, representando 31,5% do total das exportações do segmento.
As cooperativas paranaenses, que até junho eram líderes nas vendas externas, exportaram US$ 1,004 bilhão, com 31,4% do total. Minas Gerais aparece em terceiro lugar no ranking de exportação (12% do total exportado ou US$ 396,6 milhões). Logo em seguida estão o Rio Grande do Sul (6,6% ou US$ 209,6 milhões) e Santa Catarina (6,6% ou US$ 209,3 milhões). De todos os estados, Pernambuco foi aquele cujas vendas mais cresceram, impulsionadas pela uva – 42% nos sete primeiros meses do ano, para US$ 152,8 mil.
“Os embarques do complexo sucroalcooleiro foram seguidas pelo complexo soja (23%), café (11%), carnes (7%), trigo (5%) e algodão (3%). A participação de todos os outros produtos juntos soma 16%”, diz Marco Olívio Morato de Oliveira, especialista em mercados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Ele informa que os principais mercados de destino das cooperativas nacionais nos sete primeiros meses do ano foram: China (14,7%), Estados Unidos (11%), Alemanha (6,2%), Emirados Árabes Unidos (5,7%) e Países Baixos (4,8%). Os que registraram maior crescimento no período foram Suécia (1.300%), Marrocos (1.200%), México (888%), Gana (542,6%) e Paquistão (500%). Pelo porto de Santos, passaram 47,2% das exportações do segmento.
A valorização de 29% do dólar sobre o real ante os sete primeiros meses de 2011 favoreceu o desempenho das cooperativas em 2012, aponta o especialista em mercados da OCB. “Tudo indica que o câmbio deve permanecer estável no restante do ano”, avalia Morato. “Outro fator que deve influenciar o resultado do segmento no restante do ano é a seca no centro-oeste dos Estados Unidos, que impulsionará a venda nacional de milho para aquele país. Os embarques destes produtos por parte das cooperativas brasileiras foram praticamente inexistentes no primeiro semestre”, completa. De acordo com o especialista da OCB, por outro lado, a seca agravará a crise da suinocultura e da avicultura, gerada pelas restrições comerciais ao mercado da Rússia e da China, pois encarecerá o alimento de porcos e aves.
Nas importações feitas pelas cooperativas brasileiras, a desaceleração foi de 20,9%, para US$ 117,8 milhões. Com os resultados, a balança comercial do setor registrou superávit de US$ 3 bilhões, diminuição de 1,1% em relação ao mesmo período de 2011. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 3,3 bilhões, redução de 2,8% em relação aos primeiros sete meses do ano passado.

Fonte: Banco do Brasil.