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04/09/2012

CAEM EXPORTAÇÕES AO ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA

As exportações e importações do Brasil para o Oriente Médio e para a África caíram em agosto deste ano na comparação com o mesmo período de 2011, de acordo com os resultados da balança comercial divulgados nesta segunda-feira (03), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Também caiu, no período, o superávit da balança comercial brasileira. Segundo o MDIC a queda no desempenho das exportações é provocada pela crise internacional.
De acordo com o ministério, as vendas para o Oriente Médio somaram US$ 1,128 bilhão em agosto, ou US$ 49 milhões, em média, por dia útil. A queda na média diária em relação a 2011 foi de 25,4%. Essa redução foi influenciada pelas receitas menores obtidas com minério de ferro, açúcar, carnes, cereais, farelo de soja e máquinas e equipamentos.
Já as importações da região, que tiveram queda de 69,4% na média diária, foram influenciadas na redução dos envios de petróleo em bruto, plásticos e químicos orgânicos. As importações somaram US$ 166 milhões em agosto. No mesmo mês de 2011, chegaram a US$ 543 milhões.
Para a África, a queda na média diária das exportações foi de 16,9%. Em agosto a média foi de US$ 48,8 milhões por dia. No total, as vendas ficaram em US$ 1,122 bilhão no mês. A redução nas remessas para a África foi provocada pela redução nas exportações de automóveis e partes, açúcar e óleos e combustíveis.
As importações brasileiras da África somaram US$ 890 milhões em agosto deste ano. Pela média diária, o Brasil importou US$ 38,7 milhões da África em agosto, queda de 32,5% em relação ao mesmo mês de 2011. Entre os produtos que mais influenciaram as importações, segundo o MDIC, estão petróleo em bruto, frutas e metais preciosos.

Acumulado do ano


No acumulado do ano, o Brasil também registra queda nas exportações: as remessas para o Oriente Médio somam US$ 7,039 bilhões. Entre janeiro e agosto de 2011, foram exportados US$ 8,079 bilhões. Os produtos que mais influenciaram na queda nas vendas nos oito primeiros meses do ano, foram carnes, açúcar, minério, soja em grão, café, aeronaves e partes, automóveis e partes.
As importações do Oriente Médio cresceram 24,6% entre janeiro e agosto, influenciadas pelo aumento nas compras de petróleo, adubos e fertilizantes, partes para aeronaves, químicos orgânicos, alumínio, produtos farmacêuticos, vidros e siderúrgicos. Entre janeiro e agosto, as importações somam US$ 4,856 bilhões, 24,6% a mais do que no mesmo período de 2011.
As exportações para a África caíram 1,2% no acumulado do ano, influenciadas pelo açúcar, ferro fundido, plásticos e óleo de soja em bruto. As importações para o continente africano também caíram: foram de US$ 9,79 bilhões neste ano, 5,6% a menos do que nos oito primeiros meses de 2011. O desempenho foi influenciado pelas quedas nas compras de petróleo, químicos, máquinas e equipamentos e plásticos.

Desempenho geral


As quedas nas exportações e importações do Brasil não ficaram restritas à África e ao Oriente Médio. O superávit da balança comercial brasileira somou US$ 3,227 bilhões em agosto, valor 17,1% menor do que o obtido um ano antes. No acumulado do ano, o superávit soma US$ 13,172 bilhões, 34,8% menor do que o registrado entre janeiro e agosto de 2011.
De acordo com o ministério, no acumulado deste ano, as remessas de produtos semimanufaturados caíram 10,2%, as de produtos básicos foram 4,9% menores e as de manufaturados tiveram queda de 3% em relação ao acumulado entre janeiro e agosto do ano passado. Já entre os importados, cresceram 2,3% as importações de combustíveis e lubrificantes, 1,3% as compras de bens de capital e 0,7% as de bens de consumo. As importações de matérias-primas e intermediários caíram 3,1% no período.
Os países que mais vendaram ao Brasil entre janeiro e agosto foram China (US$ 22,2 bilhões), Estados Unidos (US$ 21,5 bilhões), Argentina (US$ 10,3 bilhões), Alemanha (US$ 9,6 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 6,2 bilhões). Já entre os principais destinos das exportações estão: China (US$ 29,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 18,7 bilhões), Argentina (US$ 12 bilhões), Países Baixos (US$ 9,8 bilhões) e Alemanha (US$ 4,8bilhões).

Fonte: Opera Mundi